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20/09/2012

Empresas que contratam “profetas” obtêm melhores resultados

Calcular riscos e prever desempenhos são algumas das habilidades do profissional de gestão de projetos

Empresas que contratam “profetas” obtêm melhores resultados
Desde as épocas mais remotas até os dias de hoje, algumas das pessoas que demonstram a capacidade de predizer acontecimentos futuros são denominadas profetas. No mundo corporativo também existe um profissional que desenvolve a habilidade de prever os resultados que um negócio pode apresentar: o gestor de projetos. Ao invés de inspiração divina, este administrador se vale da utilização de técnicas e métodos de gestão para atingir objetivos pré-definidos. Ao longo do processo de implantação de determinado projeto, é possível apontar os riscos e tomar providências com antecedência.

Embora a presença do gestor de projetos seja importante para o sucesso da execução de novos e grandes negócios, muitas empresas ainda apresentam resistência na contratação deste tipo de profissional. Este foi um dos temas debatidos durante o I Seminário de Gestão de Projetos, promovido pela FAE Centro Universitário, no mês de setembro, em Curitiba (PR). O encontro reuniu executivos da Pretobras, Embraer, C.E.S.A.R., Itaipu Binacional, Andritz e BRDE, que palestraram para uma plateia formada por estudantes, empresários e profissionais da área de gestão de projetos.

Um dos palestrantes, o coordenador de planejamento da Petrobras, Carlos Eduardo Braga, destacou que a missão do gestor de projetos ainda é vista de maneira distorcida. “Minha intenção não é ser o profeta do fracasso e apenas apontar problemas, mas é descobrir o que quero do futuro, com planejamento”, explica. Durante o Seminário, Braga contou um pouco sobre a sua experiência com gestão de riscos na implementação de novos empreendimentos na estatal brasileira.

Para transformar este panorama e aumentar o índice de implantação do gerenciamento de projetos é preciso mudar a cultura das empresas. Esta é a aposta do gerente de Projetos da Embraer, Luciano Romero de Giovanni, que durante os debates no Seminário disse que é preciso dar tempo para as mudanças. “Os líderes não devem impor novos conceitos sem antes preparar as equipes, transcrevendo os objetivos e os resultados que poderão ser obtidos nas áreas onde serão aplicados os projetos”, lembra.

Perfil profissional

A realização de grandes projetos envolve a participação de empresas nacionais e internacionais, fato que eleva a exigência de qualificação profissional. Para o gerente de projetos da Andritz Brasil, Pércio Pereira, o perfil de um administrador que deseja trabalhar nesta área deve estar alinhado com o mundo globalizado dos negócios. “Ao desenvolver um planejamento, o gestor de projetos terá que interagir com profissionais de outros países e este cenário pede uma boa formação cultural, intelectual, incluindo a fluência em outras línguas, além do conhecimento da realidade econômica internacional das novidades do setor”, lista.

Um profissional inovador também é bem visto pelo mercado. Mas inovação não significa, necessariamente, uma boa ideia. Conforme explicou o gerente de projeto da C.E.S.A.R, empresa de inovação e tecnologia, Diego Alves Garcez, inovação envolve ter criatividade com qualidade. “Isso está alinhado à missão do gestor de projetos, que é o de transformar uma ideia em algo concreto”, afirma.

Viabilidade e resultados

Nenhum projeto é colocado em prática sem os recursos necessários. Quem analisou o aspecto viabilidade, durante o Seminário, foi o presidente do CORECON-PR e analista de Projetos no BRDE, Eduardo Moreira Garcia. De acordo com o especialista, quando uma empresa procura a instituição financeira, são avaliados diversos requisitos, dentre eles: se o fluxo de caixa da empresa cobre o dobro do valor a ser financiado; se o projeto apresenta boas taxas de retorno; se o empreendimento é compatível com o setor; se vai gerar novos empregos; licenciamento ambiental, entre outros.

Exemplo de uma adequada gestão de recursos e processos é o projeto BioGás!, da Itaipu Binacional. O case foi apresentado pelo superintendente de Energias Renováveis da instituição, Cícero Bley Jr. O executivo demonstrou como os profissionais envolvidos com a elaboração e execução do projeto, que tem o objetivo de gerar distribuição de energia elétrica a base de biogás, alcançaram êxito. As atividades tiveram início em 2006, na cidade de São Miguel do Iguaçu, no Paraná, e atualmente conta com algumas propriedades rurais autossuficientes na geração de energia.


*Legenda: Professor André Luis de Castro David (Pós-Graduação FAE), Eduardo Moreira Garcia (CORECON/PR), Percio Pereira (ANDRITZ Brasil), Diego Alves Garcez (C.E.S.A.R)




Palavras-chaves: Eventos, Business,




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