mas queremos somar nossas forças para colaborar com o Governo e com outras entidades, que já estão trabalhando nessa área há muito tempo. Como costumamos dizer, essa motivação já vem desde o tempo de São Francisco de Assis, no encontro que teve com o “leproso”, fato que o levou à superação do seu próprio preconceito em relação à doença. Para se chegar à eliminação da doença, é preciso somar forças, informar a população, vencer o preconceito, sugerir o autodiagnóstico e encaminhar as pessoas ao tratamento. Isso é papel de todos!
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Houve um dia em que, contra o seu costume, porque era muito bem educado, tratou mal um pobre que lhe pedia esmola. Entretanto, muito arrependido, começou a dizer consigo mesmo que era grande ofensa e vergonha negar a quem estava pedindo o que quisesse, em nome de tão grande Rei.
Depois disso, prometeu a si mesmo que jamais negaria a quem lhe pedisse, em nome de Deus, o que estivesse ao seu alcance. Com muita diligência, tornou-se um cumpridor, bem antes de ser um mestre do Evangelho: “Dá a quem te pede e não te desvies daquele que te pedir emprestado”.
Adaptação feita com base em informações advindas de Tomás de Celano, biógrafo de Francisco de Assis | UniFae: Em que consiste o Projeto Franciscanos pela Eliminação da Hanseníase? Quais são as ações do projeto?
Frei Mário: É um projeto coordenado pelo SEFRAS Provincial e executado por mais de 60 fraternidades franciscanas no território onde a Província se faz presente. No último domingo de janeiro - considerado o “Dia de combate à hanseníase” - preparamos um folheto informativo para conscientização da população, dizendo o que é a doença, seus sintomas, contágio e tratamento. Esse foi o lançamento do Projeto, cujo objetivo é o de colaborar para a eliminação da Hanseníase no Brasil, atuando na conscientização da população e na cobrança do Poder Público. Diversas ações estão previstas, desde a pesquisa até a promoção de eventos, visitas, encontros, etc. Num segundo momento, pretendemos estabelecer contatos, tendo em vista parcerias com entidades, movimentos e organizações que atuam no campo da Hanseníase, sobretudo, com a Família Franciscana do Brasil. UniFae: Quais são os índices da epidemiologia do agravo no Brasil? Frei Mário: Analisando o contexto mundial, segundo dados da Campanha do Estado de São Paulo de Combate à Hanseníase, realizada em 2005, ainda temos registrados cerca de 500.000 doentes de hanseníase em todo o mundo, distribuídos pela África, Ásia, América do Sul e Pacífico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, atualmente, a doença acometa cerca de 1 milhão de pessoas e que 2 a 3 milhões estejam permanentemente incapacitadas pela doença. O Brasil é o único país da América Latina onde a doença ainda não foi eliminada. O Brasil é o segundo país no mundo em número total de casos de hanseníase, com 49.384 novos casos diagnosticados em 2004 (sendo 3 mil com menos de 14 anos). Em primeiro lugar está a Índia, com 260 mil novos doentes anuais. Nosso país detém 85% (79.908, no início de 2004) do total dos casos registrados nas Américas. A descoberta de casos novos no Brasil vem mantendo-se em tendência ascendente há dez anos. A resolução da 44ª Assembléia Mundial (1991) definiu a Eliminação da Hanseníase como sendo a existência de menos de 1 caso para 10.000 habitantes. Essa meta programática deveria ter sido alcançada pelos países endêmicos até 2000, foi adiada para 2005 e novamente não foi alcançada. A OMS fornece medicamento gratuito até 2010, depois disso não mais... UniFae: Quem são os parceiros dos franciscanos neste projeto? Frei Mário: Em alguns locais onde nosso Projeto está |