08.11.2005 Referência mundial em criatividade e ousadia
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| Claudio Loureiro | Indicada pela Revista About como uma das melhores agências do Paraná, há 16 anos a Heads Propaganda trabalha construindo marcas diferenciadas e capazes de incrementar os negócios do cliente. Com foco no planejamento e criatividade estratégica, o talento e a ousadia da Heads conquistaram o mundo, sempre acreditando que a melhor forma de relacionamento é aquela em que existe parceria e colaboração mútua. Idealizadora da campanha “Respeito por Você”, criada para a Gazeta do Povo, a agência conquistou o prêmio de melhor campanha do mundo na categoria desenvolvimento de imagem e marca, durante a premiação da International Newspaper Association Marketing (INMA). Para Cláudio Loureiro, presidente da Heads Propaganda, o grande segredo desse sucesso é ter uma criação muito focada no resultado final. “Mas prefiro falar que, de fato, o que nos torna diferentes é a nossa “vontade”. Vontade de fazer todo dia, a toda hora. Com certeza, é essa vontade que traz o resultado esperado pelo cliente e que faz a diferença”, afirma Loureiro. Conheça, nesta entrevista, alguns trabalhos de destaque da agência, as peculiaridades do mercado, os pré-requisistos de um bom profissional e os maiores desafios da carreira.
O seu primeiro emprego foi na área de publicidade? Conte um pouco da sua experiência como publicitário. Antes de pensar em publicidade, eu cursava Direito. Meu primeiro emprego formal foi como estagiário no contencioso jurídico do Badep. A vida me levou para a propaganda, como funcionário da Exclam, e depois para a Rádio Estação Primeira, como diretor comercial. Nessa época, resolvemos abrir a agência.
Qual foi seu maior aprendizado com essa experiência? Meu maior aprendizado foi interpretar as pessoas. Acho que, em qualquer atividade, é fundamental você ter a sensibilidade de saber falar, ouvir e, principalmente, “ler” as pessoas.
Como foi a fundação da agência? E quais foram as maiores dificuldades encontradas no início? Quando eu trabalhava na Exclam, o José Buffo (hoje sócio da Heads) era diretor de criação da agência. Eu vivia falando para montarmos uma agência juntos. Depois de alguns meses, ele me convidou para tomar uma coalhada na antiga Confeitaria Schaffer, virou para mim e disse: “E aí? Vamos constituir?” Em dois dias, tínhamos uma agência funcionando com cinco pessoas. As dificuldades foram as normais de qualquer início de empreendimento: falta de grana, de cliente e de estrutura. Mas tudo isso foi compensado com talento e vontade. Muita vontade!
Publicidade tem fama de profissão elitista. Hoje o acesso é mais fácil? Acho que esse papo de profissão elitista já era. Não é nada disso. Publicidade é uma atividade como outra qualquer. Acho que o acesso hoje está mais difícil, pois o mercado não suporta a demanda. Porém, considero essa demanda a mesma de outras profissões disputadas. Veja o exemplo de um médico. O que “esse cara” tem de ralar para chegar a um lugar ao sol é uma loucura. Ele estuda seis anos, faz uns dois ou três anos de residência, vai para o mercado sobreviver, se atualizar e depois de uns bons 15 anos é que “o cara” (se for bom) consegue se firmar. Então, para ser sincero, a publicidade não é elitista. Elitista é o mercado!
Quais são os pré-requisitos de um bom publicitário? Eu poderia citar muitos pré-requisitos, mas vou me ater a dois: curiosidade e disposição para fazer. Você deve levantar da cadeira, encostar a barriga no balcão, entender o negócio do cliente, seu mercado, seus concorrentes, seu público consumidor, voltar para a agência, estudar e, daí, propor alguma solução que funcione. Você só faz isso bem-feito, se for curioso e tiver a disposição de um cavalo |