21.11.2005 Construindo um time vencedor
 |
| Fabio Oliveira | Imagine uma organização em que os colaboradores passam de espectadores para co-autores de notícias. Difícil? Não! Basta imaginar um torcedor de futebol que, sem esperar, é colocado no meio do gramado, ao lado dos jogadores, tendo a responsabilidade de ajudar a vencer a partida. Sua perspectiva muda, suas expectativas mudam, as responsabilidades são outras e seus anseios também. Esse é o grande desafio da Comunicação Interna, que hoje acontece em todos os níveis, setores e cantos da empresa, independentemente de planejamentos, decisões, controles e supervisões.
 |
| Marco Greiffo |
Segundo pesquisa divulgada pela DATABERJE - Instituto de Pesquisas da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE), a comunicação interna das organizações brasileiras está cada vez mais profissionalizada, recebendo maiores investimentos, mudando o perfil dos profissionais de comunicação e diversificando seu mix de ferramentas, com destaque para o meio eletrônico. Além disso, a maioria dos profissionais de comunicação é composta por mulheres.
Um dos dados mais significativos levantados pela pesquisa demonstra que as novas tecnologias ganham força e importância na Comunicação Interna. Atualmente, 31% das empresas pesquisadas consideram a intranet o principal meio de comunicação com os funcionários, índice que em 2002 era de apenas 18%. Outro destaque é que, cada vez mais, as empresas elevam profissionais de comunicação à posição de diretoria. Do total de empresas pesquisadas, em 46,2% da amostra a comunicação tem status de vice-presidência, diretoria ou superintendência. Em 35% figura como uma gerência e, em 18,8% dos casos, a área de comunicação é uma assessoria, coordenadoria ou departamento. Complementa-se a isso o fato de que a maioria dos entrevistados (74,4%) afirmou que a Comunicação Corporativa é uma área estratégica nas empresas onde trabalham e em 73,5% delas já existe um Plano Integrado de Comunicação.
Nesta entrevista, você confere a análise de dois profissionais que atuam na Comunicação Interna de grandes organizações. Marco Greiffo, Analista de Comunicação Interna da Volvo do Brasil, há 8 anos na empresa, apresenta a visão de uma organização em que a Comunicação Corporativa trabalha com a parceria dos Recursos Humanos. Fabio Oliveira, Gerente de Recursos Humanos, da TIM Sul, mostra como a área de Recursos Humanos coordena a Comunicação Interna da empresa.
De acordo com a última pesquisa da ABERJE, a Comunicação Interna tem migrado para as áreas corporativas, ficando mais próxima das decisões estratégicas da organização. Em 2002, a Comunicação Interna estava vinculada à corporativa em 49% dos casos; em 2005, esse índice chega a 63,2% das empresas. A que se atribui essa mudança?
Marco Greiffo: Na Volvo, a área de comunicação sempre teve uma posição estratégica. Seguimos um modelo global, aplicado pelas outras unidades no mundo. A área de Comunicação Corporativa na Suécia, matriz da Volvo, é coordenada pela vice-presidência. Com essa postura, observa-se a importância que a empresa dá ao público interno. A nossa estratégia é priorizar a comunicação social como forma de transformar e formar nosso cliente interno. Passamos longe da postura de apenas informar. Dessa forma, acredito que esse crescimento da participação da comunicação nas decisões estratégicas é uma tendência já aplicada pelas grandes empresas. Observamos que, em alguns casos, a Comunicação Interna está inserida em uma estrutura de marketing ou recursos humanos. Na Volvo, a Gestão de Informação já passou por esse amadurecimento e utilizamos as informações estratégicas como ferramentas de instrução e crescimento dos funcionários. Assim, a motivação surge como conseqüência desse trabalho.
Fabio Oliveira: Cada vez mais as empresas descobrem que o sucesso de seu negócio está diretamente |