19.12.2005 O Brasil e o mundo em 2006
Eleições para presidente, para governador, e para os representantes do congresso nacional, além de uma Copa do Mundo : eventos que farão de 2006 um ano especial para o Brasil! Com certeza, mediante tais eventos, o dia-a-dia das empresas, da economia nacional, das campanhas publicitárias e dos relacionamentos com clientes e fornecedores será afetado. Falar sobre o futuro não é tarefa das mais fáceis, afinal, presumir o desconhecido pode nos dar margens para previsões precipitadas. Entretanto, como é possível antecipar tendências de maneira responsável, segura e pertinente? Como é possível identificar os reflexos que os grandes eventos trarão para as empresas? Nesta última entrevista do ano, o FAE Intelligentia consultou grandes especialistas, de diferentes áreas de atuação, para dividirem com você as perspectivas e tendências para 2006.
Marketing em 2006
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| Marcos Kahtalian | Com humor e criatividade Marcos Kahtalian, professor de Marketing de Serviços da UniFAE, apresenta a sua visão otimista sobre produtos, marcas e lançamentos previstos para 2006.
“Conhecer o futuro é desejo humano de longa data. Procurava-se ler a sorte nas folhas das árvores, no vôo dos pássaros, nas entranhas de um cordeiro, ou mesmo pela boca de um oráculo. Afora a poesia, os resultados práticos eram escassos. Hoje, o oráculo moderno é o especialista, o cenarista, o leitor de números e pesquisas, o forjador de tendências, o especulador, os adivinhos e profetas de toda espécie. Os resultados, contudo, não têm sido muito melhores. A culpa, claro, é do futuro que, como disse uma vez Valery, já não é mais aquilo que costumava ser. O físico quântico e prêmio nobel dinamarquês Niels Bohr, de forma bem humorada, afirmava que previsões eram extremamente difíceis, especialmente, se eram sobre o futuro. O leitor há de concordar comigo que, em nosso país e em nosso mundo, prever é provavelmente rever o previsto. Dito isso, o que podemos esperar para 2006, nessa disciplina mercadológica? Que tendências de mercado vingarão ou continuarão a vingar? O que irá estourar? Bom, arriscando meus passos nessa astrologia, e tendo como certos dois eventos (Copa do mundo e eleições), podemos apostar que:
- Como sempre, em função dos eventos supracitados, haverá aumento de consumo de eletroeletrônicos, especialmente TVs. A tela plana será a vedete do ano. Em seguida, continuará o processo de popularização das máquinas fotográficas digitais.
- Crescerá também o consumo de bens não duráveis, essencialmente, aqueles produtos chamados de “gratificação pessoal”- pequenas indulgências, como salgadinhos, doces e outros prazeres, tendo por função o possível crescimento de renda.
- Como há incerteza sobre investimentos no período, vejo (como uma pitonisa) queda de bens de capital, com alguns movimentos espasmódicos e inócuos, promovidos com finalidades eleitoreiras (PPS, estradas, transposição do São Francisco, etc.)
- Sai a guerra das cervejas, entra a Guerra dos Games: Xbox da Microsoft e Playstation da Sony, na disputa de corações e mentes nacionais.
- Assimilação progressiva da classe média por bens de status como jóias, carros mais sofisticados, grifes, em função da queda de preço, do financiamento e das estratégias das marcas de prestígio franquearem o acesso a um público maior.
- O que continua: mercados de beleza, bem-estar, saúde, com destaque para os produtos e serviços que “continuarão” oferecendo resultados rápidos e de baixo impacto pessoal.
- Provavelmente, a pressão do dólar vai afetar os setores precificados pela moeda americana, com destaque negativo, em relação ao bom momento do turismo em 2005.
Além disso, é claro, o Brasil será hexacampeão mundial de futebol, com dois gols de Ronaldinho Gaúcho na final – isso, sem contar com um pênalti não marcado e um gol, injustamente anulado, pelo juiz da partida – um argentino”.
Agronegócio em 2006
O agribusiness, |