03.02.2006 Filhos: investimento para a vida toda
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Luis Roberto Antonik |
Investir na educação dos filhos, desde o momento do nascimento até os 23 anos, custa para uma família de classe média alta, em média, meio milhão de reais. A estimativa foi feita pelo economista e administrador de empresas Luis Roberto Antonik, Diretor Acadêmico da UniFAE Centro Universitário, levando-se em consideração uma família em que pai e mãe trabalham fora e têm uma renda líquida mensal de R$ 6.000 a R$ 9.000.
Segundo Antonik, do nascimento aos 18 anos, metade desse valor destina-se à educação. “Dos 18 aos 23 anos, o valor mensal aumenta, com os filhos que entram na faculdade. Nessa fase, a despesa praticamente dobra. Despesas relacionadas à vida social do jovem, como programas com os amigos, viagens, carro, vestuário, aumentam muito e, geralmente, são os pais que as bancam, por meio de mesada ou, eventualmente, ‘a pedido’ dos filhos”, afirma o economista.
Fazer um planejamento responsável é o segredo para se conseguir arcar com todas as despesas relacionadas à criação dos filhos. "Para arcar com os custos da faculdade, um casal deve economizar, em média, R$ 82 por mês, desde o nascimento do filho. Com essa poupança, ao final de 20 anos, a família terá um valor suficiente para custear os gastos com a faculdade”, garante Antonik. Esses valores são calculados, com base em uma mensalidade de R$ 600, durante 48 meses. “A meta é bastante realista, embora o valor pareça pequeno, quando a reserva começa a ser feita bem cedo. Além disso, a tranqüilidade que esse fundo pode garantir aos pais é algo que vale a pena”, segundo o economista.
Outra dica é estimular o jovem a trabalhar. “Ele poderá arcar com suas despesas pessoais, o que é um excelente aprendizado de autonomia. Além disso, terá seu primeiro contato com o mundo do trabalho e vai assimilar noções importantes, tais como: ter responsabilidade e aprender a trabalhar em equipe”, diz Antonik.
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Um estudo realizado pelo IBGE levantou as necessidades básicas, desde o primeiro ano de vida de uma criança até os 22 anos, levando-se em conta dois diferentes níveis de renda. Confira:
Uma família de classe média, cuja renda mensal variava entre 20 e 40 salários mínimos (R$ 3.020,00 a R$ 6.040,00, em outubro de 2000), deveria estar preparada para custear as despesas de seu filho, entre 0 a 22 anos, de acordo com os seguintes valores:
• Alimentação: R$ 37.324,00 • Cultura e recreação: R$ 46.800,00 • Educação: R$ 26.599,00 • Saúde: R$ 20.284,00 • Transporte: R$ 15.196,00 • Vestuário: R$ 5.548,00
TOTAL: R$ 195.978,00 – Média mensal: R$ 742,00
Uma família de classe média alta, cuja renda mensal variava entre 40 e 60 salários mínimos (R$ 6.040,00 a R$ 9.060,00, em outubro de 2000), deveria fazer seu planejamento de acordo com os seguintes valores:
• Alimentação: R$ 47.488,00 • Cultura e recreação: R$ 69.306,00 • Educação: R$ 140.426,00 • Saúde: R$ 29.071,00 • Transporte: R$ 32.168,00 • Vestuário: R$ 10.991,00
TOTAL: R$ 461.831,00 – Média mensal: R$ 1.579,00 |
APRIMORAMENTO CONSTANTE
Para quem pensa que termina por aí, lembrem-se da pós-graduação, hoje, considerada pré-requisito importante na disputa por uma vaga. Camilla Sovierzoski, auditora interna da Volvo do Brasil, afirma que a sua valorização profissional foi conquistada com muitos cursos, especializações e estudos. “Iniciei a pós, logo depois de concluir a graduação e optei por Administração, com ênfase em Finanças, por ser um curso relacionado à atividade que exercia na época. Não obtive o reconhecimento desse investimento, na empresa em que eu trabalhava. Apesar disso, em decorrência de minha qualificação profissional, novas oportunidades/desafios surgiram e, por conseguinte, o reconhecimento, em outra empresa”. O |