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10.12.2007

Panorama Econômico UNIFAE Intelligentia - Relatório Semanal: 03/12/07 a 07/12/07

Autor: Carlos Ilton Cleto

Comércio Internacional.
Balança Comercial Mensal (Novembro/2007) – MDIC

Fato

Em novembro de 2007, a Balança Comercial fechou com superávit de US$ 2,03 bilhões, resultado de exportações de US$ 14,05 bilhões e importações de US$ 12,03 bilhões. A corrente do comércio atingiu US$ 26,08 bilhões, no mês e US$ 256,44 bilhões, no ano. O superávit comercial acumulado no ano, é de US$ 36,40 bilhões, 12,09% inferior ao do mesmo período no ano anterior.


Fonte: MDIC

Causa

Utilizando o critério da média diária, com relação ao mesmo mês do ano anterior, as exportações apresentaram crescimento de 18,1%, e as importações cresceram 38,9%, ambas atingindo valor recorde mensal. Pelo mesmo critério, na comparação com outubro de 2007, houve queda nas exportações de 2,0% e crescimento nas importações, de 7,3%.

O saldo comercial em valores absolutos caiu 41% com relação a outubro de 2007, e 37,4% sobre novembro de 2006. A corrente do comércio, pela média diária, registrou crescimento de 26,9% com relação ao mesmo mês do ano anterior, e 2,1% na comparação com outubro de 2007.

No acumulado no ano, as exportações cresceram 16,1% sobre igual período de 2006, e as importações, na mesma comparação, aumentaram 30,2%.O saldo comercial diminuiu 12,5%, e a corrente do comércio cresceu 21,8%.

Em novembro de 2007, na comparação com igual mês do ano anterior, as exportações de produtos manufaturados, cresceram 17,1%, básicos 25,2%, e a de semimanufaturados, 7,4%. Em termos de países, os cinco principais compradores foram: Estados Unidos, Argentina, Países Baixos, China e Alemanha. Pelo mesmo critério de comparação, houve crescimento de 47,1% nas importações de bens de capital, 39,1% nas matérias primas e intermediários, 36,8%, em bens de consumo, e 31,9% em combustíveis e lubrificantes. Os cinco principais fornecedores para o Brasil foram: Estados Unidos, China, Argentina, Alemanha e Nigéria.

Conseqüências

O crescimento, tanto das exportações como das importações, apontam que o grau de abertura da economia brasileira tem aumentado. Porém, como as taxas de crescimento das importações, tem sido maiores do que o das exportações, em 2007, o saldo comercial será menor do que em 2006, ficando próximo de US$ 39 bilhões.

Atividade
Produção Industrial (Outubro/2007) – IBGE

Fato

Em outubro, a produção industrial avançou 2,8% com relação ao mês anterior. Frente a outubro de 2007, o crescimento foi de 10,3%. No acumulado dos últimos doze meses, a taxa foi de 5,3% e no acumulado do ano 5,9%.

Causa

Na comparação com o mês anterior, todas as categorias de uso apresentaram crescimento. A expansão mais intensa foi em bens intermediários, 2,7%, que registrou o maior incremento desde setembro de 2003. As demais categorias registraram as seguintes variações: bens de capital, 1,8%, bens de consumo duráveis, 1,4%, e bens de consumo semi e não-durável, 1,3%. 

Com relação a outubro de 2006, a indústria cresceu 10,3%. Os destaques foram bens de capital, com crescimento de 26,8%, e bens de consumo durável, com variação de 18,2%, bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis também cresceram, 8,8% e 5,9%, respectivamente, porém abaixo da média global.

O indicador para o acumulado do ano, confirmou o maior dinamismo na produção de bens de capital, 18,8%, novamente bem acima da média global. As outras categorias apresentaram crescimento de 8,7% para os bens de consumo duráveis, 4,7%, para bens intermediários, e 3,4% nos bens de consumo semi e não-duráveis. 
 

Fonte: IBGE - Índice de base fixa mensal sem ajuste sazonal (Base: média de 2002 = 100)

Conseqüência

A indústria tem apresentado bom desempenho, porém nos dois últimos meses do ano, devido a fatores sazonais, o setor deve apresentar queda. Fator que merece atenção é o excelente desempenho do segmento de bens de capital, que irá contribuir para o aquecimento dos demais setores nos próximos períodos, contribuindo para aliviar eventuais pressões da demanda.

Inflação
IPCA (Novembro/2007) – IBGE

Fato

O IPCA variou 0,38% em novembro, 0,08 p.p. acima do registrado no mês anterior. O índice acumulado em doze meses é de 4,19%, acima do registrado nos doze meses imediatamente anteriores, 4,12%. No ano, o acumulado ficou em 3,69%, superior ao acumulado no mesmo período do ano passado, 2,65%. Em Curitiba o índice diminuiu 0,03 p.p., registrando variação de 0,13% em novembro, e 2,98% no ano.


Fonte: IBGE

Causa

Em novembro, o crescimento do IPCA foi fortemente influenciado pelo grupo Alimentação e Bebidas, que variou 0,73%. Neste grupo, destacaram-se a carne, o feijão carioca, e o feijão preto, com aumentos de 5,71%, 23,13%, e 10,87%, respectivamente. Os produtos não-alimentícios registraram aceleração de 0,04 p.p. em novembro, sendo influenciados principalmente por: gasolina, álcool, remédios e cigarro. O vestuário, que havia influenciado fortemente os não alimentícios em outubro, reduziu-se 0,17 p.p., em razão principalmente das roupas femininas, que desaceleraram 0,36 p.p.
     
Conseqüência

As fortes variações iniciadas em agosto, certamente terão efeitos sobre o índice acumulado, e estas variações acima do esperado, deverão comprometer o ritmo de redução da taxa SELIC no início de 2008.

Inflação
IGP-DI (Novembro/2007) – FGV

Fato

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou inflação de 1,05% em novembro, voltando a apresentar aceleração, 0,30 p.p. ante o mês anterior. Nos últimos doze meses, o índice acumula alta de 6,61%.

Causa

Dois dos três componentes do IGP-DI apresentaram acelerações no mês, o IPA, que tem peso de 60% na composição do índice geral, registrou variação 0,62 p.p. acima do mês anterior, e o IPC, ficou 0,14 p.p. maior do índice de outubro. O INCC foi o único componente do IGP-DI que recuou, 0,15 p.p.

Na composição do IPA, o subgrupo combustíveis, fez com que os Bens Finais crescessem 0,70 p.p., na comparação com o mês anterior, e as Matérias-Primas Brutas, apresentaram aumento de 2,04 p.p., frente a outubro, com destaque para milho, bovinos e laranja.
 
No IPC, quatro das sete classes de despesa apresentaram acréscimos em suas taxas de variação: Alimentação, Transporte, Habitação, e Despesas Diversas. O recuo do INCC foi decorrente da desaceleração em Materiais, enquanto os índices relativos a Serviços e Mão-de-Obra apresentaram aceleração, este último em decorrência do impacto do reajustes salariais nas cidades de Recife.


Fonte: FGV

Conseqüência

Novamente o índice apresentou forte aceleração, o que pode comprometer o ritmo de redução da taxa de juros no primeiro semestre de 2008, pois além da pressão altista, deve ser considerado o mecanismo de transmissão dos preços, que agora acumula quatro meses de variações altas. 



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