17.12.2007
Panorama Econômico UNIFAE Intelligentia - Relatório Semanal: 10/12/07 a 14/12/07
Autor: Carlos Ilton Cleto
Comércio Internacional. Balança Comercial Semanal – (Dezembro/2007) – 1ª Semana
Fato
Na primeira semana de dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 761 milhões, com exportações de US$ 3,39 bilhões e importações de US$ 2,62 bilhões. No ano, as exportações totalizaram US$ 149,80 bilhões e as importações, US$ 112,64 bilhões, com saldo positivo de US$ 37,16 bilhões.
Causa
Comparando a média de dezembro de 2006, com a média até a 1ª semana de dezembro de 2007, as exportações aumentaram 10,4%, motivadas pelo aumento nas três categorias de produtos: básicos, 19,5%, semimanufaturados, 8,5%, e manufaturados, 5,3%. Relativamente a novembro de 2007, as exportações recuaram 3,6%, com variações negativas na produção de básicos e manufaturados, e aumento nos produtos semimanufaturados.
Nas importações, a média diária até a 1ª semana de dezembro, ficou 45,5% acima da média de dezembro de 2006 e 12,7% maior do que a de novembro de 2007. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve aumento nos gastos com adubos e fertilizantes, instrumentos de ótica e precisão, veículos automóveis e partes, equipamentos elétricos e eletrônicos, siderúrgicos, borracha e obras, e plástico e obras. No confronto com o mês anterior, houve quedas em: combustíveis e lubrificantes, aeronaves e peças, farmacêuticos, siderúrgicos, e borracha e obras.
Conseqüência
Ao longo do ano, as importações vêm apresentando taxas de crescimento maiores do que as exportações, e o saldo comercial acumulado deste ano deverá fechar abaixo de US$ 39 bilhões, aproximadamente, 15% menor do que em 2006.
Atividade Pesquisa Industrial - Regional – Brasil (Outubro/2007) - IBGE
Fato
Na passagem de setembro para outubro, a produção industrial cresceu em treze dos quatorze locais pesquisados. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve crescimento em todos os quatorze locais. No Paraná, a produção industrial cresceu 13,6% frente ao mês anterior, e na comparação com outubro de 2006, o crescimento foi de 14,4%. O acumulado no ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, mostrou expansão de 7,6%, e em doze meses o acumulado é 7,2%.

 Fonte: IBGE - Índice de base fixa mensal sem ajuste sazonal (Base: média de 2002 = 100)
Causa
Com relação ao mês anterior, a única queda ocorreu em: Pernambuco, e os destaques positivos foram: Paraná, que foi o único com crescimento de dois dígitos, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Amazonas, Goiás e Bahia. Na comparação com outubro de 2006, os maiores crescimentos foram: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.
No indicador acumulado no ano, que não registrou recuo em nenhum dos quatorze locais pesquisados, as contribuições mais positivas foram: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná. O Ceará apresentou crescimento nulo.
No Estado do Paraná, o crescimento de 13,6% em outubro frente ao mês imediatamente anterior, ocorreu após recuo de 5,2% em setembro. No confronto com outubro de 2006, o crescimento de 14,4%, foi o mais elevado desde junho de 2005. Os maiores impactos positivos vieram de veículos automotores, máquinas e equipamentos, e alimentos, e as maiores quedas ocorreram em outros produtos químicos, bebidas, e celulose e papel.
Ainda para o Estado do Paraná, no acumulado até outubro, frente a igual período do ano anterior, o crescimento foi de 7,6%, e os destaques foram: veículos automotores, máquinas e equipamentos, e alimentos. Por outro lado, o destaque negativo ficou por conta da indústria madeireira, refino de petróleo e produção de álcool, e edição e impressão.
Conseqüência
A atividade industrial, tanto nacional como regionalmente, prossegue em patamares elevados. Todavia, para os próximos dois períodos, é esperado queda devido a fatores sazonais.
Atividade Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário - PIMES (Outubro/2007) – IBGE
Fato
A Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do mês de outubro apresentou as seguintes informações:
BRASIL |
OUT-07 / SET-07 |
OUT-07 /OUT-06 |
Acumulado no Ano |
Acumulado em 12 meses |
|
Pessoal Ocupado Assalariado |
0,3% |
3,4% |
2,0% |
1,8% |
|
Nº. de Horas Pagas |
0,5% |
3,2% |
1,6% |
1,5% |
|
Folha de Pagamento Real |
2,0% |
6,1% |
5,2% |
4,4%
| Causa
Na comparação com igual mês do ano passado, o crescimento de 3,4%, foi o maior desde dezembro de 2004. O indicador de Pessoal Ocupado Assalariado registrou crescimento em onze dos quatorze locais pesquisados. Os maiores crescimentos ocorreram em São Paulo, Paraná, e região Norte e Centro-Oeste. No Paraná os destaques foram meios de transporte, e alimentos e bebidas. Por outro lado foram registradas quedas em Ceará, Espírito Santo e Pernambuco. Por ramo de atividade, o pessoal ocupado aumentou em doze dos dezoito setores, as principais variações positivas foram em alimentos e bebidas, meios de transporte, máquinas e equipamentos, e produtos de metal. A principal variação negativa permanece em calçados e artigos de couro.
No acumulado do ano, houve crescimento em treze dos quatorze locais, com as maiores contribuições originadas em São Paulo, Paraná, e Região Nordeste. O Rio Grande do Sul, foi a única variação negativa. Por ramo de atividade alimentos e bebidas, meios de transporte, produtos de metal, e máquinas e equipamentos, foram as maiores variações positivas, enquanto que calçados e artigos de couro, e vestuário, apresentaram as maiores quedas.
Quanto ao Número de Horas Pagas, também na comparação com o mesmo mês do ano anterior, dez dos quatorze locais apresentaram crescimento. Os locais que assinalaram os maiores impactos positivos no resultado nacional foram: São Paulo, Paraná, e região Norte e Centro-Oeste. No corte setorial, as maiores pressões positivas vieram de meios de transporte, máquinas e equipamentos, e produtos de metal, e os impactos negativos foram mais fortes em calçados e artigos de couro e madeira. No Paraná, o destaque positivo veio dos meios de transporte, e máquinas e equipamentos.
Considerando o acumulado no ano, São Paulo, Paraná, e Região Nordeste, foram os destaques dentre os onze locais onde foram registrados crescimento, e o Rio Grande do Sul exerceu a maior pressão negativa.
Por segmento, os maiores avanços foram observados em alimentos e bebidas, meios de transporte e produtos de metal, enquanto que calçados e artigos de couro, e vestuário e acessórios foram as maiores quedas.
Comparativamente a outubro de 2006, a Folha de Pagamento Real, registrou crescimento em todos quatorze locais pesquisados, com destaques para São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, e Rio de Janeiro. Os setores que apresentaram maior crescimento foram meios de transporte, produtos químicos, alimentos e bebidas, e produtos de metal.
São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Região Nordeste, foram os locais que apresentaram os maiores aumentos no valor da folha de pagamento real, considerando o acumulado do ano. Em termos setoriais, ainda no acumulado do ano, destacaram-se produtos químicos, meios de transporte, alimentos e bebidas, e indústria extrativa. As perdas mais significativas foram exercidas por papel e gráfica, madeira, e calçados e artigos de couro.
Conseqüência
Tendo em vista, o alto patamar que se encontra a atividade industrial, a expectativa, para os próximos dois a três meses é de acomodação. Devendo o aquecimento mais intenso retornar após fevereiro de 2008.
Inflação Custos e Índices da Construção Civil (Novembro/07) – IBGE - Caixa Econômica Federal
Fato
O Índice Nacional da Construção Civil variou 0,48% em novembro, 0,05 p.p. acima da variação de outubro. Em doze meses, o acumulado é de 5,75%, e no ano 5,28%. O custo nacional por metro quadrado passou de R$ 598,27, em outubro, para R$ 601,15 em novembro, sendo R$ 345,56 relativos aos materiais e R$ 255,59 à mão-de-obra. No Estado do Paraná, as variações foram de 0,24% no mês, 4,40% no ano e 4,43% em doze meses, e o Custo Médio atingiu R$ 599,47.
 Fonte: IBGE e CAIXA
Causa
Na composição do índice, a parcela dos materiais variou 0,46%, 0,13 p.p. abaixo do registrado no mês anterior, e a componente mão-de-obra, 0,51%, avançando 0,29 p.p. em relação a outubro. Nos últimos doze meses, os acumulados foram: 4,98% para materiais e 6,82% para mão-de-obra, e no ano: 4,59% e 6,22%, para materiais e mão-de-obra, respectivamente. No mês as variações regionais foram: 0,65% na Região Norte, 0,66% na Região Nordeste, 0,37% no Sudeste, 0,69% no Centro-Oeste, e 0,26% no Sul. Ainda na verificação regional, os custos foram os seguintes: R$ 590,43 na Região Norte, R$ 566,19 na Região Nordeste, R$ 634,85 no Sudeste, R$ 577,96 no Centro-Oeste, e R$ 593,40 no Sul.
Conseqüência
Desde agosto, os resultados do Índice da Construção Civil, assim como os demais índices de inflação, tem sido maiores do que o esperado. Para os próximos meses, a expectativa é de novos aumentos.
Atividade Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – 2008 (Novembro/2007) – IBGE Previsão da Safra de Grãos
Fato
Em novembro, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA, a safra de 2008, foi estimada em 137,3 milhões de toneladas, 3,1% maior do que a obtida em 2007, que deverá ficar em 133,2 milhões de toneladas. A avaliação quanto área cultivada na safra do próximo ano, apontou crescimento de 2,9%, situando-se em 46,9 milhões de hectares.
Causa
Em 2007, dezesseis culturas apresentaram variação positiva na estimativa da produção com relação a 2006: algodão herbáceo em caroço, amendoim em casca 2ª safra, batata-inglesa 1ª e 2ª safras, cacau em amêndoa, cana-de-açúcar, cebola, cevada em grão, feijão em grão 1ª safra, laranja, mandioca, milho em grão 1ª e 2ª safras, soja em grão, trigo em grão, e triticale.
A produção esperada para 2008, apontou variação positiva para os seguintes produtos: algodão herbáceo em caroço, amendoim em casca 1ª safra, arroz em casca 1ª safra, cana-de-açúcar, milho em grão 1ª safra, e soja em grão. Por outro lado, batata-inglesa 1ª safra, feijão em grão 1ª safra, fumo em folha, e mandioca, deverão registrar queda.
Com relação à área plantada, dos onze produtos analisados, seis apresentaram variação positiva em suas expectativas com relação à área colhida em 2007: algodão herbáceo em caroço, amendoim em casca 1ª safra, arroz em casca, cana-de-açúcar, milho em grão 1ª safra, e soja em grão.
Conseqüência
O resultado da safra deste ano ficou acima das expectativas realizadas ao final de 2006, devendo o mesmo acontecer em 2008.
Atividade PIB – Indicadores de Volume e Valores Correntes (3o Trimestre 2007) - IBGE
Fato
O Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado no terceiro trimestre de 2007, foi de R$ 645,2 bilhões, crescendo 1,7% com relação ao trimestre imediatamente anterior, e 5,7% com relação ao terceiro trimestre de 2006. A taxa acumulada nos quatro trimestres terminados em outubro de 2007, teve crescimento de 5,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, sendo o maior crescimento registrado desde 2004. No ano, o PIB apresentou crescimento de 5,3% em relação a igual período de 2006.
Causa
Dentre os componentes da oferta, na comparação com o trimestre imediatamente anterior, a Indústria, cresceu 1,8%, o setor de Serviços 1,2%, e a Agropecuária, que foi o maior destaque, 7,2%. Ainda na comparação com o trimestre imediatamente anterior, pelo lado da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 4,5%, o Consumo das Famílias, 1,5%, o Consumo do Governo, 0,3%, e as Exportações de Bens e Serviços, 1,4%, este último componente novamente apresentou taxa menores que as Importações de Bens e Serviços, 9,1%.
Na comparação do terceiro trimestre de 2007, com o terceiro trimestre de 2006, o crescimento dos componentes do Valor Agregado ocorreu da seguinte forma: Indústria, 5,0%, Serviços, 4,8%, e também nesta comparação o destaque foi a Agropecuária, com crescimento de 9,2%. Na composição da demanda, o destaque também ficou por conta da Formação Bruta de Capital Fixo, com crescimento de 14,4%, principalmente em decorrência do crescimento da produção e da importação de máquinas e equipamentos, o Consumo das Famílias, alcançou a taxa positiva de 6,0%, explicado em grande parte pela elevação da massa salarial, e pelo saldo das operações de crédito do sistema financeiro para as pessoas físicas. Com menor destaque, o Consumo do Governo, cresceu 3,5%. Pelo setor externo as Exportações de Bens e Serviços, aumentaram 1,8% e as Importações de Bens e Serviços, continuam superando as Exportações, registrando crescimento de 20,4%.
Conseqüências
Os resultados do crescimento do PIB foram bastante positivos. Merece destaque, a forte taxa de crescimento da Indústria e dos gastos com Formação Bruta de Capital Fixo, que devem contribuir para o desempenho futuro da produção nacional. O Consumo das Famílias, que registrou o 16º aumento consecutivo na comparação com o mesmo mês do ano anterior, também contribui para dar sustentação à taxa de crescimento.
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