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10.11.2017

Economia criativa gera negócios por meio de ideias criativas


Em artigo, a doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento Claudia Cristina Lopes Machado fala sobre uma nova maneira de pensar em negócios
Em artigo, a doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento Claudia Cristina Lopes Machado fala sobre uma nova maneira de pensar em negócios
Artigo

Em época de tecnologia da informação e comunicação avançadas e de escassez de recursos, a criatividade torna-se insumo necessário para o mercado de trabalho. De acordo com levantamento publicado em abril de 2017 pelo jornal Valor Econômico, “os setores econômicos criativos representam cerca de 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, tiveram crescimento acumulado de quase 70% nos últimos dez anos e constituem 3,5% da cesta de exportação brasileira”.

Esse é um panorama bem diferente em relação à era industrial, na qual o trabalho físico era muito valorizado pela economia vigente, pautada nos processos produtivos mecanizados. De lá para cá, as formas produtivas mudaram e a economia também mudou. O que vale hoje para os recursos humanos pode ser definido, de acordo com o mestre em Estatística Aplicada Victor Mirshawka, como trabalhabilidade, ou seja, a ideia de “cada um ter competência de gerar o próprio trabalho e renda, ou seja, ser um empreendedor criativo”.

Economia criativa

Nesse sentido, surge o conceito de economia criativa, que, para o consultor britânico, considerado autoridade no tema, John Howkins, “se baseia em uma nova maneira de pensar e fazer negócios. Os insumos primários são o talento ou a habilidade individual transformados pela criatividade. O coração da economia criativa é a arte, a cultura, o design e a inovação”.

Para Howkins, há oito alicerces fundamentais da economia criativa: arquitetura, design, artes, moda, cinema, audiovisual, literatura e artes cênicas. Porém, esse conceito se expandiu e passa a ser entendido como a maneira pela qual as pessoas ganham dinheiro por meio das ideias criativas, ou seja, a economia que transforma criatividade em resultado. Trata-se, portanto, da economia do intangível e do simbólico que se utiliza dos setores criativos da economia para gerar negócios.

Oportunidades

Como todo novo saber, a economia criativa está estruturando suas bases no momento atual e convida todos a participarem dessa construção, criando novas oportunidades de negócios e de atuação profissional. Antenada com essa tendência, a FAE Business School passa a oferecer, a partir de 2018, o curso de pós-graduação em Economia Criativa e Novos Modelos de Negócios. Mais informações serão divulgadas em breve.

Artigo escrito por Claudia Cristina Lopes Machado, doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento e coordenadora do curso de pós-graduação em Sustentabilidade e Governança da FAE Business School.


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