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25.08.2017

Quando as vontades de aprender e empreender andam lado a lado


Parceria entre FAE e Sebrae proporciona conhecimento prático aos alunos e promove orientação para microempresas melhorarem seus negócios
Parceria entre FAE e Sebrae proporciona conhecimento prático aos alunos e promove orientação para microempresas melhorarem seus negócios

O acaso que deu certo

Gissele Schwinn é aluna do curso de Administração da FAE Centro Universitário e desde junho está visitando microempreendedores individuais e donos de microempresas para auxiliá-los a melhorarem seus negócios.

A caminho de um colégio para prestar o atendimento, a estudante se enganou no endereço e parou na lanchonete Bom Pastel. Lá ela conheceu Tania Beatriz de Souza Perboni, proprietária do negócio, explicou a razão pela qual procurava a escola e ofereceu o atendimento de orientação a Tânia. Foi assim, por acaso, que a lanchonete foi uma das 21 empresas visitadas por Gissele, dentre os milhares de negócios atendidos pelo programa Negócio a Negócio do Sebrae.

Negócio a Negócio

O Sebrae oferta soluções gratuitas de orientação empresarial que proporcionam diagnósticos e recomendações de gestão aos empreendedores. O serviço está disponível para qualquer empreendedor, inclusive para os que o desconhecem, como era o caso de Tânia. Após atuar por mais de cinco anos com consultores credenciados da própria instituição, em 2015 o Sebrae viu a oportunidade de ampliar seus atendimentos se unindo às instituições de ensino. Segundo a Gestora do Sebrae, Clarice Fidalski, o objetivo da parceria é que as instituições de ensino incentivem os seus alunos a colocar em prática os conhecimentos em gestão empresarial, obtidos ao longo do curso. “É um ciclo de conhecimento, em que ganha o empresário e ganha o estudante. Acreditamos que essa é uma ótima forma de executar o programa, porque coloca as universidades mais perto dos microempreendedores.”

A parceria é simples: o Sebrae entra com toda metodologia do programa e os alunos utilizam seus conhecimentos, adquiridos em sala, para auxiliar os microempreendedores por meio dos atendimentos.

Buscando sempre proporcionar aos seus acadêmicos experiências fora da sala, a FAE viu nesse projeto mais uma boa iniciativa para colocar os alunos em contato real com o mercado a fim de ampliarem seus conhecimentos acadêmicos. Ao se inscrever no edital do programa, a Instituição foi a única selecionada em Curitiba e, confirmada a sua participação, o Núcleo de Empregabilidade (NEP) da FAE entrou em ação e conectou os acadêmicos interessados na oportunidade.

A Ação da FAE no Programa

Adam Florêncio é aluno da Faculdade FAE São José dos Pinhais e participa da parceria entre FAE e Sebrae. Florêncio descreve que “auxiliar é muito bom e usar meu conhecimento para ajudar o empresário é gratificante!”.

O estudante é um dos selecionados e responsáveis por prestar o atendimento aos pequenos e microempreendedores. Após participar de um treinamento oferecido pelo Sebrae, Adam agora percorre o centro de São José dos Pinhais com as ferramentas de avaliação, compartilhando com os empresários o conhecimento adquirido ao longo do curso de Administração. Ele, Gissele e mais oito alunos do curso de Administração da FAE são orientados pelo professor Jefrey Kleine Albers.

“Os alunos realizam um diagnóstico para analisar o grau de gestão das empresas e apresentam um diagnóstico e um plano de trabalho, a partir das necessidades identificadas, apontando novas oportunidades e melhorias para as empresas que antes não possuíam acesso a este tipo de atendimento e agora têm a oportunidade de competir no mercado, crescer e aprimorar o negócio. Assim possibilitamos aos alunos uma experiência real, que é a nossa principal ideia, e autonomia na realização do trabalho.”, explica o professor da FAE.

Pergunte aos universitários

É por meio das visitas que os estudantes observam a forma de atuar do empreendedor e, a partir disso, montam um diagnóstico, que foi criado por métodos do Sebrae, com dicas, ferramentas, planos de fluxo de caixa, marketing, entre outros. Tudo isso é entregue em uma segunda visita como sugestão de melhorias. Essas sugestões oportunizam ao dono da empresa uma melhor administração e crescimento para o seu negócio.

De acordo com Gissele, a visita é um grande aprendizado para as duas partes. “O empresário tem a oportunidade de evoluir e nós, alunos, também. Vemos na prática as ferramentas e o modo como o mercado funciona ao visitarmos vários ramos. Isso é muito produtivo e gera um grande enriquecimento acadêmico”, relata.

Sua visita, por acaso, à lanchonete de Tânia gerou, além de novas experiências para a aluna, mudanças no estabelecimento.

“Eu tinha uma preocupação muito grande com o design e, após a visita, ela me passou umas referências e já comprei até novos itens para mudar a ‘cara’ da lanchonete”, conta a empresária.

Algumas transformações também ocorrem na rotina de Ítalo Ferreira. O microempreendedor já executa o controle financeiro e utiliza as ferramentas apresentados pelo programa por meio de um dos alunos da FAE.

“A visita foi ótima. Já colocamos no nosso dia a dia, por exemplo, o fluxo de caixa, que acabávamos por fazer sempre no fim do mês e agora é diário. Isso é resultado da visita.”, conta o dono de uma ótica no centro de Curitiba.

Confira os alunos que participam do programa:

  • Adam Danyel Wlodkovski Florêncio – FAE São José dos Pinhais
  • Bruno Henrique Lovato – FAE Curitiba
  • Camila Schimidt Teixeira - FAE São José dos Pinhais
  • Cristine Seifert - FAE São José dos Pinhais
  • Gisseli Priscila de Souza Schwinn - FAE Curitiba
  • Katlyn Cibelli Boeno de Camargo - FAE Curitiba
  • Renan Michel Castro – FAE Curitiba



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